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Jovens executados em Macapá pertenciam ao CV e foram vítimas de guerra por território, diz polícia
Investigação aponta que assassinatos no Residencial Miracema e no Pacoval têm relação com disputa de território. Eduardo Paixão foi morto na frente do filho bebê, e Jeílson Silva foi executado após ter o celular vistoriado.
Por Isadora Pereira, Larissa Paes*, g1 AP — Macapá
15/07/2026 12h37 Atualizado há 42 minutos
- Duas execuções motivadas por disputas territoriais de facções criminosas ocorreram em um intervalo de 4 horas nesta terça-feira (14) na Zona Norte de Macapá.
- O jovem Eduardo Silva Paixão, de 20 anos, foi assassinado a tiros dentro de casa por dois homens no Residencial Miracema diante da esposa e do filho.
- Horas depois, Jeílson de Deus da Silva, de 27 anos, foi executado no bairro Pacoval após ter o celular confiscado por um suspeito que vistoriou o aparelho.
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Jovens executados em Macapá pertenciam ao CV e foram vítimas de guerra por território, diz polícia. — Foto: Isadora Pereira/g1
Jovens executados em Macapá pertenciam ao CV e foram vítimas de guerra por território, diz polícia. — Foto: Isadora Pereira/g1
A disputa pelo controle de territórios entre organizações criminosas rivais motivou duas execuções em um intervalo de quatro horas na noite de terça-feira (14), na Zona Norte de Macapá. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas pertenciam à facção Comando Vermelho (CV).
O jovem Eduardo Silva Paixão, de 20 anos, foi assassinado a tiros na frente do filho de 1 ano e meio no Residencial Miracema. Horas depois, Jeílson de Deus da Silva, de 27 anos, foi executado no bairro do Pacoval, após ter o celular confiscado por um suspeito.
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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga os casos e busca identificar os autores dos disparos, que teriam agido a pé e de bicicleta.
“Foram duas execuções muito próximas, em um intervalo de aproximadamente quatro horas. Trata-se de uma guerra de facções que disputa território no estado. As duas vítimas integravam o Comando Vermelho”, afirmou o delegado Mauro Carneiro.
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Delegado Mário Carneiro, do Amapá. — Foto: Larissa Paes/g1
Delegado Mário Carneiro, do Amapá. — Foto: Larissa Paes/g1
Crime no Residencial Miracema
O primeiro crime ocorreu por volta das 19h45 no Residencial Miracema, localizado no bairro Infraero 2, Zona Norte da capital. Eduardo Silva Paixão, natural de Castanhal (PA), foi morto dentro de casa, no primeiro andar do bloco residencial.
Segundo a polícia, dois homens subiram as escadas, bateram à porta e, assim que o jovem atendeu, realizaram vários disparos na região da cabeça.
A esposa de Eduardo e o filho do casal, um bebê de apenas 1 ano e 6 meses, estavam no imóvel e presenciaram o crime.
A mulher ouviu os disparos, mas não conseguiu ver as características dos atiradores. Os criminosos fugiram a pé, o que, segundo a polícia, levanta a suspeita de que eles morem na própria região do residencial.
Abordagem e morte no Pacoval
Pouco depois, às 23h48, o segundo homicídio foi registrado na Rua Canal do Jandiá, atrás da Feira do Produtor, no bairro do Pacoval. Jeílson de Deus da Silva, natural de Cutias (AP), também estava em casa com a esposa quando foi abordado por um homem desconhecido que exigiu ver o celular dele.
De acordo com as investigações, a exigência de vasculhar aparelhos celulares é uma prática comum de membros de facções rivais para monitorar a presença de inimigos em seus territórios.
Jeílson inicialmente recusou e iniciou-se uma discussão, mas acabou entregando o aparelho. O suspeito confiscou o celular da vítima e o da companheira dele.
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