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Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá
Atividade começou na pandemia e reúne três espécies nativas da Amazônia. Meliponicultura urbana une conservação ambiental, uso medicinal e potencial na alta gastronomia.
Por Isadora Pereira, Mayra Carvalho, g1 AP e Rede Amazônica — Macapá
12/07/2026 09h00 Atualizado há 5 horas
- Uma família de Macapá mantém há cerca de 6 anos uma criação com mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa.
- O projeto começou na pandemia com o engenheiro Takao Meguro Portal. A atividade produz mel para consumo próprio e preserva 3 espécies nativas das Américas.
- O manejo exige rotina rigorosa de vistorias e cuidados com pragas. O sabor e a cor do mel dependem da florada de cada estação regional.
Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá. — Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica
Uma família de Macapá (AP) mantém, há cerca de 6 anos, uma criação com mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa. A prática da meliponicultura, criação de abelhas nativas, começou durante a pandemia da Covid-19 e reúne três espécies diferentes.
No meliponário da família em Macapá, destacam-se espécies locais como a uruçu-cinzenta e a uruçu-amarela, que estão entre as mais cultivadas por criadores da região devido à boa adaptação.
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O projeto concilia a preservação ambiental com a produção de um mel de alto valor comercial e medicinal.
O Brasil abriga cerca de 250 espécies de abelhas sem ferrão espalhadas por diferentes ecossistemas. Na Amazônia, o cenário é propício para o mercado regional.
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Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá. — Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica
Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá. — Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica
Origem na pandemia
A iniciativa ganhou força com o engenheiro eletricista e meliponicultor Takao Meguro Portal, que retornou de São Paulo para o Amapá no período de isolamento social. A princípio, o mel era voltado para o consumo da mãe dele na culinária e no tratamento de sequelas respiratórias causadas pelo coronavírus.
O interesse pela criação doméstica surgiu de família, já que o pai de Takao tinha experiência anterior com o manejo de abelhas com ferrão da espécie Apis mellifera.
“Essas abelhas nativas são manejadas desde o tempo do povo maia, que foi um dos primeiros códices de meliponicultura do mundo. Elas já existiam antes das abelhas europeias, que ingressaram aqui na América. O mel desse tipo de abelha era utilizado nas bebidas sagradas dos maias e tem uma propriedade medicinal muito, muito potente”, destaca Portal.
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Engenheiro eletricista e meliponicultor Takao Meguro Portal. — Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica
Engenheiro eletricista e meliponicultor Takao Meguro Portal. — Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica
🍯 Rotina e cuidados no manejo
Manter um meliponário em casa exige uma rotina rigorosa de vistorias. O produtor alerta que as abelhas são sensíveis e suscetíveis a pragas.
“A gente tem que tomar muito cuidado ao trazer uma colmeia para dentro do meliponário. Respeitem o período de quarentena. O manejo tem que ser feito com muita atenção. Eu sempre aconselho ao meliponicultor que está ingressando na área: faça um curso para não errar em nenhuma manobra, porque é um bicho muito sensível”, recomenda Portal.
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Família cria mais de 20 colmeias de abe
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