Casos de síndrome gripal aumentam mais de 40% no Hospital de Oiapoque

Aumento ocorre no período sazonal e afeta principalmente crianças e idosos. O vírus sincicial respiratório e o rinovírus estão entre os mais identificados. O dado é referente a maio de 2026, comparado com o mesmo período do ano passado.

Por Isadora Pereira, g1 AP — Macapá
27/05/2026 12h31 Atualizado há um dia


  • O aumento sazonal de casos de síndrome gripal atinge principalmente crianças e idosos. A enfermeira Bruna da Silva Nunes afirmou que o cenário já era esperado pela equipe médica.
  • Das amostras enviadas para análise laboratorial, nove testaram positivo para vírus respiratórios. Foram identificados três casos de Vírus Sincicial Respiratório e quatro de Rinovírus no período.
  • O hospital registrou 166 atendimentos na segunda semana de maio. Esse total supera os 116 registros computados no mesmo intervalo do ano anterior na região de Oiapoque.

    Casos de síndrome gripal aumentam mais de 40% em Oiapoque, no Amapá
    O Hospital Estadual de Oiapoque registrou 166 atendimentos por síndrome gripal entre os dias 10 e 18 de maio deste ano. O número representa um crescimento de 43% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 116 casos.
    O aumento acompanha o período sazonal das doenças respiratórias e tem atingido principalmente crianças e idosos, considerados mais vulneráveis, segundo dados divulgados pelo governo do estado na terça-feira (26).

  • A enfermeira Bruna da Silva Nunes, responsável pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Hospital, relatou que o cenário era esperado.

    “Na última semana tivemos um aumento na entrada de pacientes com síndromes gripais mais graves. O maior público tem sido crianças e idosos. Hoje, as maiores frequências identificadas são de Vírus Sincicial Respiratório e Rinovírus”, afirmou.

Dados divulgados

Entre os dias 10 e 18 de maio, o hospital encaminhou 22 amostras para análise laboratorial. Nove deram positivo: três para Vírus Sincicial Respiratório e quatro para Rinovírus. Os demais exames seguem em andamento.
Apesar do crescimento, o hospital informa que o quadro está sob controle. Há um paciente internado por síndrome respiratória aguda grave e outros cinco hospitalizados com pneumonia ou broncopneumonia.
Os dados mostram que a alta começou ainda nas primeiras semanas de 2026, são:
– Semana 1 de 2026 – 223 atendimentos por síndrome gripal.
– Semana 1 de 2025 – 85 atendimentos.
– Aumento – 162% em relação ao mesmo período do ano anterior.
– Semana 3 de 2026 – 350 atendimentos, considerado o pico.
– Semana 3 de 2025 – 85 atendimentos.
Além de rinovírus e vírus sincicial, também foram identificados casos de Influenza A, Adenovírus, Metapneumovírus e Covid-19.
A enfermeira Bruna Nunes, reforça que a vacinação contra a influenza continua sendo a principal forma de prevenção.
“A gente vem observando que muitas crianças não foram vacinadas. Por isso, orientamos que pais e responsáveis mantenham a vacinação em dia, evitem aglomerações, utilizem máscara quando estiverem gripados e procurem rapidamente uma unidade de saúde ao surgirem sintomas respiratórios”, disse.
LEIA MAIS:
Oiapoque, no Norte do AP, registra surto de gripe; morte de uma criança é investigada
Trio morre em troca tiros com a polícia em Santana, no Amapá
Circuito Favela Cultural abre inscrições para artistas periféricos na Expo Favela Amapá 2026
Em maio, o Hospital registrou duas mortes relacionadas ao surto de síndromes gripais: um bebê de 1 ano e 2 meses e um indígena de 85 anos.

Mortes registradas

Segundo o secretário adjunto hospitalar do Estado, Diego Conrado, o quadro piorou durante a internação. O caso está em análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen-AP).
O bebê morreu em 15 de maio, após ter sido internado dois dias antes com febre persistente e dores abdominais.
“Foi feita a coleta da amostra e o resultado deve sair na próxima semana. Pelos dados epidemiológicos, há grande probabilidade de que a morte tenha sido causada pelo vírus. A criança chegou sem febre, mas dois dias depois apresentou novamente o sintoma e precisaria ser transferida para Macapá. Apesar dos cuidados para estabilização, o quadro se agravou rapidamente e em menos de 12 horas