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‘Amapá em Campo’: grafite e cultura regional ganham destaque nas obras de Nazareno Senn
Grafiteiro e artista visual participa da revitalização de ruas e passarelas do projeto, levando cores, identidade cultural e elementos da Amazônia para espaços públicos de Macapá.
Por g1 AP — Macapá
16/06/2026 14h38 Atualizado há 29 minutos
- O artista Nazareno Senn transforma espaços públicos de Macapá com grafites de identidade amazônica para o projeto Amapá em Campo.
- Natural do Pará, o grafiteiro de 44 anos iniciou nas artes visuais em 2016 e uniu o grafite à cultura local há 2 anos.
- As obras retratam símbolos como o Marco Zero e o pirarucu. A iniciativa da Fundação Rede Amazônica promove a integração comunitária.

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Campanha Amapá em Campo une esporte, cultura e preservação do meio ambiente
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Campanha Amapá em Campo une esporte, cultura e preservação do meio ambiente
As cores que tomam conta das ruas e passarelas revitalizadas pelo projeto Amapá em Campo carregam a assinatura de artistas locais que encontraram na arte uma forma de valorizar a cultura e fortalecer a identidade amazônica. Entre eles está Nazareno Senn, grafiteiro, tatuador e artista visual que participa da criação das pinturas que estão transformando espaços públicos em diferentes comunidades de Macapá.
A relação de Nazareno com a arte começou ainda na infância. O interesse pelo desenho e pela pintura o acompanhou durante toda a vida e se fortaleceu em 2016, quando ingressou no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap).
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp“Esse amor pela arte começou desde pequeno. A vontade de desenhar, pintar e criar sempre esteve presente na minha vida. Quando entrei na universidade, tive ainda mais certeza de que esse era o caminho que eu queria seguir”, conta.
Natural de Breves, no Pará, Nazareno chegou ao Amapá aos 14 anos de idade. Hoje, aos 44 anos, considera-se amapaense de coração e faz questão de destacar a influência da cultura local em seus trabalhos.
“Quando me perguntam de onde eu sou, digo que sou amapaense. Foi aqui que construí minha trajetória e foi aqui que encontrei inspiração para grande parte da minha produção artística”, afirma.
Antes de se dedicar ao grafite, Nazareno já atuava como tatuador e explorava outras linguagens artísticas. Há cerca de dois anos, recebeu o convite de um amigo para participar de uma pintura com spray. A experiência marcou o início de uma nova fase profissional.
“Quando comecei a grafitar, me encontrei de verdade. É uma prática artística que me faz muito feliz. O grafite permite trabalhar conceitos, cores e mensagens de uma forma muito livre. É um universo à parte”, destaca.
Em suas obras, o artista busca sempre conectar a arte urbana aos elementos que representam a identidade amazônica. Essa característica também está presente nas pinturas desenvolvidas para o projeto Amapá em Campo.
O convite para integrar a iniciativa surgiu por meio do coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, Matheus Aquino. Ao lado do artista Rogério Nobre, Nazareno participou da criação dos layouts que deram origem às intervenções realizadas nas ruas e passarelas da capital amapaense.
“A proposta era criar artes que conectassem o clima de mundial com os elementos da nossa cultura. A partir dessa ideia, eu e o Rogério desenvolvemos juntos os layouts do projeto, buscando representar símbolos que fazem parte da identidade do Amapá. Quando apresentamos a proposta, ela foi muito bem recebida e seguimos trabalhando para transformar essas ideias em realidade”, explica.
Entre os elementos retratados nas pinturas estão referências culturais e turísticas do estado, como o Marco Zero do Equador, o pirarucu, a caixa do marabaixo, os tocadores e dançarinos da manifestação cultural, símbolos que ajudam a contar a história e a identidade do povo amapaense.
Segundo Nazareno, a receptividade da população tem sido um dos pontos mais marcantes da experiência.
“O retorno dos moradores tem sido muito positivo. Muitas pessoas se identificam com os element