– Alto contraste
– A+
– A-
Ouvir: Empresa que atacava adversários do ex-prefeito de Macapá já teve contrato suspenso pela Justiça – Noticias R700:001.0x
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
- A empresa M2 Comunicação LTDA, ligada ao ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, já teve um contrato suspenso pela Justiça em 2014 devido a irregularidades com a Assembleia Legislativa do Amapá.
- A Polícia Federal investiga a Operação Palanque Digital, que apura crimes eleitorais e desvio de recursos públicos para autopromoção e ataques políticos, envolvendo ex-servidores de Furlan.
- Marli Inês Rodrigues Mafalda, Carlos Alberto Fauro e Tarso Giovani Fauro são citados na investigação por alterar contratos para manter negócios ilegais com a Assembleia Legislativa.
- Dr. Furlan, investigado por fraude em licitações, renunciou ao cargo de prefeito de Macapá para concorrer ao governo do Amapá, após ser afastado por decisão do STF.
Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7

Operação da PF que apura crimes eleitorais envolve ex-servidores do ex-prefeito de Macapá Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá – Arquivo
A empresa M2 Comunicação LTDA que funcionava como o núcleo de comunicação do ex-prefeito de Macapá Antônio Paulo de Oliveira Furlan (PSD), conhecido como Dr. Furlan, foi alvo de decisão na Justiça em 2014. Nesta semana, ex-servidores vinculados a Furlan foram alvo da Operação Palanque Digital, da Polícia Federal, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá, Belém (PA) e Canela (RS).
A PF apura crimes eleitorais praticados por uma quadrilha suspeita de criar e operar uma rede digital de desinformação, autopromoção e ataques contra adversários políticos no Amapá. Um dos alvos foi Furlan, que é pré-candidato ao governo do estado nas eleições deste ano.
A empresa citada como núcleo do esquema já foi alvo de decisões judiciais anteriores por improbidade administrativa. Em 2014, o Ministério Público do Amapá avaliou um contrato de R$ 1,5 milhão com a ALEAP (Assembleia Legislativa do Estado de Amapá) e entendeu que havia violação aos “princípios e aos dispositivos da Constituição Federal e da Lei de Licitações”.
Isso porque a empresa, que tinha contrato desde 2010 com a Assembleia, era conduzida por servidora, conhecida como Marli Inês Rodrigues Mafalda. Ela era dona do empreendimento com o marido, Carlos Alberto Fauro, mas o vínculo de Marli com a assembleia tornava o contrato proibido pela Lei de Licitações. Ela, contudo, “para dar aparência de legalidade na contratação de sua empresa, alterou seu contrato social”.
Marli Inês foi substituída por Tarso Giovani Fauro, irmão de Carlos Alberto, mas continuou na administração da empresa, inclusive na condução do contrato, segundo apurou o Ministério Público na época.
Os três nomes voltam a aparecer no relatório da PF que o R7 Planalto teve acesso e que embasa a operação desta semana. Ao lado deles, estão o irmão do ex-prefeito Furlan, José Furlan Neto, e o então secretário de Gabinete do Executivo Local, José Ivo de Melo Souza. Também foi alvo de investigação da Polícia Federal o ex-secretário Municipal de Comunicação Social, Juarez Pantoja Menescal de Souza.
A apuração da PF aponta que uma página de notícias era beneficiada com os recursos públicos e publicação de conteúdos ofensivos, conhecida como Bambam News. Outros portais são o Sales News e Portal 1Norte, vinculado a Rodrigo Ferreira Sales e Felipe Santos Paixão.
O R7 Planalto tentou contato com todos os citados. O espaço segue aberto para posicionamento.
Leia Mais
- [Falta de voos faz com que Brasil envie avião para buscar presidente do Suriname](https://noticias.r7.com/prisma/r7-planalto/falta-de-voos-faz-com-que-brasil-envie-aviao-para-buscar-presidente-do-suriname-27052026/