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Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá – Foto: Reprodução/Facebook
O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), pré-candidato ao governo do Amapá, voltou a ser alvo da Polícia Federal na manhã desta terça-feira, em operação deflagrada para apurar um esquema criminoso que utilizou R$ 25 milhões dos cofres públicos com o objetivo de promover ataques a adversários políticos e produzir de conteúdos manipulados. Furlan foi afastado do cargo em março deste ano, por ordem Supremo Tribunal Federal (STF), em outra ação da PF que apurou um suposto esquema de fraude em licitações para a construção de um hospital na capital. No dia seguinte, ele renunciou ao mandato para evitar ser cassado.
Conforme informações do portal g1, há indícios de que pessoas ligadas à milícia digital eram nomeadas em cargos de várias secretarias municipais como forma de pagamento pelas divulgações irregulares. A PF também aponta o uso de inteligência artificial para criar imagens, vídeos, áudios manipulados e deepfakes.
Segundo a polícia, a quantia milionária destinada à comunicação pública da prefeitura de Macapá teria sido desviada de sua finalidade original, a partir de “contratos de publicidade institucional”, para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para a divulgação de ações de caráter político-eleitoral.
A investigação apura a prática de crimes eleitorais a partir da criação e da operação de uma rede digital de desinformação, de autopromoção política e de ataques a adversários. Conhecido como “prefeitão”, Furlan é ativo nas redes sociais e possui cerca de 280 mil seguidores.
Intitulada “Operação Palanque Digital”, a ação cumpre 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS).
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Renúncia
Furlan renunciou ao cargo no dia 5 de março. No dia anterior, ele foi alvo de uma operação que apura seu envolvimento em um suposto esquema de fraude em licitações firmadas pela Secretaria Municipal de Saúde. Endereços ligados a Furlan e ao vice-prefeito, Mario Neto (MDB), também foram alvos de mandados de busca e apreensão.
A motivação para a renúncia partiu da tentativa de evitar a cassação de seu mandato, o que impediria seus planos de concorrer ao governo do Amapá. Logo após a operação que motivou seu afastamento, ele publicou um vídeo para anunciar, “diante dos últimos acontecimentos”, sua pré-candidatura como governador. Sem citar a ação