O que você precisa saber

  • O prefeito em exercício de Macapá é alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro e esquema de rachadinha.
  • O esquema consistiria no desvio de parte dos salários de assessores nomeados no gabinete.
  • A investigação está em andamento e novas revelações podem surgir nos próximos dias.

Prefeito em exercício na mira da Justiça

O prefeito em exercício de Macapá está sendo investigado pelo Ministério Público por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e rachadinha — prática em que servidores comissionados são coagidos a devolver parte de seus salários ao gestor que os nomeou.

A investigação, revelada pelo portal R7, aponta indícios de que o esquema funcionava no gabinete do prefeito em exercício desde o início de sua gestão. Os valores desviados seriam posteriormente lavados por meio de empresas de fachada e compras de bens de luxo.


Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, o esquema de rachadinha operava da seguinte forma:

  1. Nomeação de assessores — pessoas indicadas por aliados políticos eram nomeadas para cargos comissionados na estrutura da Prefeitura.
  2. Devolução de salários — parte dos vencimentos dos nomeados era devolvida em espécie ao prefeito em exercício ou a seus intermediários.
  3. Lavagem de dinheiro — os recursos desviados eram movimentados por meio de contas de empresas de fachada, aquisição de imóveis e investimentos em criptomoedas.

Repercussão política

A notícia causou forte repercussão no cenário político de Macapá. Vereadores da oposição já pediram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso na Câmara Municipal.

A situação do prefeito em exercício se torna ainda mais delicada por ele ocupar o cargo justamente durante um período de transição e expectativa de eleições municipais.

“A população de Macapá merece transparência. Se confirmadas as suspeitas, o afastamento do cargo é medida que se impõe”, declarou um vereador de oposição.


O que diz a defesa

Até o momento, a assessoria jurídica do prefeito em exercício não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A reportagem do R7 buscou contato com a defesa, mas não obteve retorno.


Próximos passos

A investigação segue em sigilo, mas fontes ligadas ao Ministério Público indicam que novas testemunhas devem ser ouvidas nas próximas semanas. Não está descartada a possibilidade de busca e apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos.

O caso promete movimentar a política macapaense e pode ter desdobramentos importantes no cenário sucessório da capital do Amapá.