O que você precisa saber
- A Polícia Federal deflagrou operação no Amapá para desarticular uma milícia digital suspeita de desviar R$ 25 milhões dos cofres da Prefeitura de Macapá.
- O esquema envolvia fraudes em contratos públicos, uso de perfis falsos para pressionar licitações e lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas.
- Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados na capital amapaense.
Operação da PF desarticula esquema criminoso digital
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (26) uma operação no Amapá contra uma organização criminosa especializada em crimes digitais que teria desviado aproximadamente R$ 25 milhões da Prefeitura de Macapá. A investigação, que durou meses, revelou um esquema sofisticado de fraudes em contratos públicos com uso de tecnologia.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso criou uma rede de perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagem para influenciar processos licitatórios, coagir servidores públicos e desviar recursos municipais. A organização também utilizava empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas.
Como funcionava o esquema
A milícia digital atuava em três frentes principais:
1. Fraude em licitações
Os investigados criavam empresas de fachada para participar de licitações da Prefeitura de Macapá, apresentando propostas superfaturadas. O grupo utilizava perfis falsos para pressionar fiscais e servidores a aprovarem contratos irregulares.
2. Lavagem de dinheiro
Parte dos recursos desviados era convertida em criptomoedas e transferida para contas no exterior, dificultando o rastreamento. Outra parcela era usada para aquisição de imóveis e veículos de luxo.
3. Coação digital
O grupo mantinha uma rede de perfis falsos que atacavam servidores públicos e concorrentes em licitações, criando um ambiente de intimidação virtual que facilitava a consumação das fraudes.
Mandados cumpridos
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais em Macapá. Os agentes apreenderam computadores, celulares, documentos e valores em espécie que serão analisados pela perícia.
Os investigados poderão responder pelos crimes de:
– Organização criminosa
– Fraude em licitação
– Lavagem de dinheiro
– Estelionato contra a administração pública
Repercussão
A operação gerou grande repercussão no cenário político local. A Prefeitura de Macapá informou, por meio de nota, que está colaborando integralmente com as investigações e que já instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos.
A Polícia Federal não descarta novas fases da operação e novas prisões nos próximos dias. As investigações continuam em sigilo.